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Linux contra os desenvolvedores de drivers fechados Agosto 9, 2006

Posted by Analista in Licenças, Linux.
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Uma das reclamações mais comuns entre pessoas que começam a usar o Linux é que ele não suporta peças de hardware que elas possuem. E a resposta mais comum entre os veteranos é “a culpa não é do Linux, mas sim do fabricantes que não liberam as especificações”. Entretanto, ao ler o artigo Myths, Lies, and Truths about the Linux kernel, escrito por Greg Kroah-Hartman (um dos mantenedores do kernel do Linux), percebi que não é bem assim. Claro, os fabricantes realmente não liberam as especificações – o que é um direito deles. Mas não é esse o ponto, e sim o motivo de eles mesmo não fazerem os drivers para o Linux; obviamente, desconsiderando questões de custos e retorno, pois é lugar-comum. O texto do Greg Kroah-Hartman tem como objetivo defender o Linux, porém o que ele disse também pode ser usado de outra forma, dependendo do contexto e de que partes dele são destacadas – que é justamente o que eu vou fazer agora. Quem quiser ler o original completo, basta visitar o site.

Pois bem: ao ler o artigo, eu pude concluir que os desenvolvedores de drivers de código proprietário e fechado não têm incentivo algum para desenvolvê-los para Linux. Enfrentam algo mais ou menos do tipo “ou abre esse módulo, ou nós não queremos”. Isso em grande parte por causa da GPL, mas mesmo assim. Os mantenedores do kernel dizem que deixar o módulo fechado não é ético, é errado, pois ao fazer isso os desenvolvedores estão implicitamente declarando que são “superiores” ao pessoal do Linux, estão afirmando que o código deles é mais importante que o de todo o kernel.

O artigo também fala que módulos fechados, além de ilegais (por violarem a GPL), não são aceitos no kernel devido ao seu design – que evolui e muda constantemente, o que normalmente faz com que os módulos, com o passar do tempo, tornem-se incompatíveis; daí a necessidade de serem abertos e livres, para que o próprio pessoal do Linux possa atualizá-los. Também tem a questão de combinar partes de módulos que fazem a mesma coisa, para diminuir a redundância de código.

Difícil fazer alguém que vive de código fechado aceitar essas regras, inerentes à filosofia do Linux e da GPL. Se o desenvolvedor do driver prefere que seu código seja fechado (direito dele, tem seus motivos), então ter que abri-lo para ser aceito no kernel do Linux (direito de quem mantêm o kernel) acaba sendo realmente um desincentivo. Não que esse desincentivo seja o maior motivo para a indisponibilidade de drivers oficiais por parte dos fabricantes de hardware, mas tem a sua parcela.

Linux não é Windows Agosto 9, 2006

Posted by Analista in Linux, Windows.
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Para quem ainda não o fez, sugiro a leitura do artigo deste link (em inglês): Linux is NOT Windows.

No final, além de vários esclarecimentos, dá para se ter uma idéia de por quê um usuário típico, acostumado com o Windows, não deve simplesmente passar a usar o GNU/Linux, esperando um sistema melhor do que o que usa. É um ótimo texto também para aquele usuário de Windows que quer experimentar o Linux – mostra o que ele não deve esperar do sistema operacional, e a nova postura que deve ter frente a ele. E para os usuários do Linux, para ver por que não adianta apenas dizer que “Linux é melhor que Windows, e todo mundo deve usar”, pois nem sempre isso é válido.

Obs.: O texto não é “anti-Linux”, pelo contrário. É mais algo que demonstra as filosofias básicas opostas que guiam esses dois sistemas operacionais, e ciente de que pessoas diferentes têm necessidades diferentes.

A pirataria de software pode ser benéfica? Agosto 9, 2006

Posted by Analista in Software.
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Depende. Claro que só a pirataria facilitada, sem incentivos à compra ou sem a existência de usuários dispostos a pagar pelo software, é completamente nociva. Mas é possível usá-la favoravelmente. Por exemplo, para uma empresa desenvolvedora de software, o que vale mais: ter usuários que usam seus programas ilegalmente, ou que usam os do concorrente, que muitas vezes chegam até a ser gratuitos? Em ambos os casos, não ganham nada diretamente. Pelo menos, com a primeira têm a lei ao seu lado, podem aumentar sua base de usuários e conseguir divulgação gratuita. A tática da Microsoft e da Adobe… Se forem programas bons, que façam o que o usuário quer, já serão consideradas alternativas para uma compra em ambientes fiscalizados de perto (ex.: empresas), e também por usuários que não queiram mais ficar fora da lei, por qualquer motivo. É mais fácil cobrar de quem já usa seu software e precisa pagar para não ter problemas muito maiores, do que convencê-los a usá-lo (e pagar por ele), quando já estão acostumados aos outros.