Windows vs. Linux: filosofias opostas Agosto 14, 2006
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A filosofia do Windows é de deixar só uma opção, pronta e funcionando. A do Linux, por outro lado, é de ser tudo opcional. A filosofia do Windows é perfeita para a maioria dos usuários de computador – aquele usuário que usa o sistema operacional como meio para fazer outras coisas, e não quer nem saber como esse meio funciona. Similar a alguém que apenas quer dirigir um carro, não ficar mexendo nas peças e componentes que fazem parte dele. Aqueles que, se puderem, nem chegam a abrir o capô.
Os usuários do Linux, pelo contrário, em sua maioria preferem que o sistema operacional seja algo para ser apreciado diretamente; eles vêem importância em escolher o sistema de arquivos, escalonador, configurações e compilações otimizadas, sistemas de som, etc. Saber e gostar de tudo isso torna-os especiais. Para eles, os programas são secundários; o mais importante é o sistema operacional. Querem sempre ter opções: elas podem até não serem úteis, havendo muitas que nunca chegarão a usar, mas o simples fato de estarem disponíveis é visto como um ponto positivo. São como aqueles motoristas que querem saber tudo sobre as peças de seus carros, aqueles que trocam o óleo, velas, e tudo mais. Ou até mesmo como aqueles que personalizam ao extremo seus carros, adeptos do que muitos chamam de tuning.
O usuário típico de Windows não enxerga nenhuma das supostas vantagens da “liberdade de opção” citadas pelos usuários do Linux – só quer algo em que possa rodar rapidamente e facilmente os programas que quiser. E é justamente isso o que um usuário deve esperar de cada um desses sistemas – por isso os power users de Linux em geral não sentem-se à vontade ao usar Windows, e nem os de Windows ao usar Linux. Para os usuários do Linux, liberdade de opção é uma enorme vantagem; para os do Windows, é algo desnecessário e que serve apenas para trazer preocupações.
Claro que há muitos usuários que diferem do padrão. Mas a generalização é válida para compreender um pouco por que tantas discussões veementes são causadas por quem prefere um ou outro, por quem não é capaz de aceitar que o que ele considera ideal pode não ser para alguém que pensa diferente dele.
Melhor editor de blogs que existe Agosto 14, 2006
Posted by Analista in Software, Windows.2 comments
Momento para agradecer ao Carlos Cardoso do blog Contraditorium: graças a ele, conheci a melhor ferramenta para publicar minhas mensagens no WordPress, o Zoundry Blog Writer. Lá, encontrei um artigo que me fez ver a luz. Algo bem conveniente, pois antes eu estava aqui justamente rosnando sobre os problemas de usabilidade do editor da página do WordPress – tantos, que eu até perdia a vontade de postar.
Pois bem, foi a primeira vez que visitei o blog, e agora já está em meus favoritos. A maneira que o encontrei foi peculiar: buscando por outra coisa no Google! No caso, eu estava procurando algo sobre “fonte de renda do Google” (tudo a ver, não é?). Encontrei no Contraditorium excelentes artigos sobre o assunto, tão bons que comecei a ler outros textos do blog. Vale a pena.
4 por cento que conhecem RSS Agosto 14, 2006
Posted by Analista in Internet.1 comment so far
Complementando meu artigo anterior sobre Feeds RSS, algo interessante que encontrei no site Meio Bit: lá, o redator dá os parabéns para quem conhece o RSS, pois fazem parte dos 4% da população da Internet que conhecem a ferramenta. E diz também que estes são os “mais atuantes, antenados e formadores de opinião”. Massagem no ego…