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Wine, minha experiência real com ele Agosto 20, 2006

Posted by Analista in Linux.
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O Wine tem uma proposta interessante: dar a possibilidade de se rodar programas do Windows no Linux. É freqüentemente citado como sendo o salvador, um contra-argumento usado com aqueles que dizem “não uso Linux porque não roda os programas que uso”. Porém, minha experiência com ele não é das melhores. Resumidamente, cito os motivos:

  • não roda a maioria dos programas que quero;
  • roda alguns, sim, mas lento e com problemas;
  • a versão livre não é fácil de usar: tem que procurar DLLs, fazer coisas estranhas para instalar certos programas, etc.

Por outro lado, alguns programas funcionam até que bem e são facilmente instaláveis. Infelizmente, como eu já disse, normalmente não são os que eu quero. Porém, a cada versão, ele torna-se melhor e mais compatível com programas diversos. Quem sabe um dia…

Entretanto, existem usuários de Linux que não são favoráveis à proposta do Wine. Dizem que, quanto melhor ele se torna, menores são os incentivos para se fazer programas nativos para Linux. Por um lado, isso pode ser verdade. Por outro, ele também poderá ser decisivo para que muitos usuários do Windows passem a considerar o Linux, conseqüentemente aumentando a sua base de usuários. Uma faca de dois gumes, talvez.

Comandos do Linux no Windows Agosto 20, 2006

Posted by Analista in Linux, Windows.
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É comum muitos usuários do Linux citarem como um fator que demonstra a superioridade de seu sistema operacional a vasta quantidade de comandos que ele possui, dando a possibilidade de se fazer várias coisas pela linha de comando. Comandos como dig, grep, sed, tar, tail, etc. costumam ser lembrados. O vi, ssh, normalize e mencoder também são, apesar de não fazerem parte de muitas distros. Vêem os comandos como algo que o Windows nunca terá, pois é inerente apenas do Linux. Porém, é preciso observar algo, que muitos parecem esquecer: comandos do Linux (ou de qualquer outro sistema operacional) nada mais são do que programas sem interface gráfica, que podem aceitar parâmetros como entrada. Ficam no path do sistema, para não precisar digitar todo o caminho até ele. A diferença, além da disponibilidade, é quais já vêm pré-instalados com o sistema operacional. O Linux normalmente vem com vários; o Windows, com poucos. Porém, grande parte dos comandos existentes no Linux também podem ser utilizados no Windows. Para os comandos mais comuns, existem várias opções, sendo uma delas o UnxUtils. Para outros, uma rápida pesquisa pode encontrá-los.

Windows vs. Linux: filosofias opostas Agosto 14, 2006

Posted by Analista in Linux, Windows.
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A filosofia do Windows é de deixar só uma opção, pronta e funcionando. A do Linux, por outro lado, é de ser tudo opcional. A filosofia do Windows é perfeita para a maioria dos usuários de computador – aquele usuário que usa o sistema operacional como meio para fazer outras coisas, e não quer nem saber como esse meio funciona. Similar a alguém que apenas quer dirigir um carro, não ficar mexendo nas peças e componentes que fazem parte dele. Aqueles que, se puderem, nem chegam a abrir o capô.

Os usuários do Linux, pelo contrário, em sua maioria preferem que o sistema operacional seja algo para ser apreciado diretamente; eles vêem importância em escolher o sistema de arquivos, escalonador, configurações e compilações otimizadas, sistemas de som, etc. Saber e gostar de tudo isso torna-os especiais. Para eles, os programas são secundários; o mais importante é o sistema operacional. Querem sempre ter opções: elas podem até não serem úteis, havendo muitas que nunca chegarão a usar, mas o simples fato de estarem disponíveis é visto como um ponto positivo. São como aqueles motoristas que querem saber tudo sobre as peças de seus carros, aqueles que trocam o óleo, velas, e tudo mais. Ou até mesmo como aqueles que personalizam ao extremo seus carros, adeptos do que muitos chamam de tuning.

O usuário típico de Windows não enxerga nenhuma das supostas vantagens da “liberdade de opção” citadas pelos usuários do Linux – só quer algo em que possa rodar rapidamente e facilmente os programas que quiser. E é justamente isso o que um usuário deve esperar de cada um desses sistemas – por isso os power users de Linux em geral não sentem-se à vontade ao usar Windows, e nem os de Windows ao usar Linux. Para os usuários do Linux, liberdade de opção é uma enorme vantagem; para os do Windows, é algo desnecessário e que serve apenas para trazer preocupações.

Claro que há muitos usuários que diferem do padrão. Mas a generalização é válida para compreender um pouco por que tantas discussões veementes são causadas por quem prefere um ou outro, por quem não é capaz de aceitar que o que ele considera ideal pode não ser para alguém que pensa diferente dele.

Linux contra os desenvolvedores de drivers fechados Agosto 9, 2006

Posted by Analista in Licenças, Linux.
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Uma das reclamações mais comuns entre pessoas que começam a usar o Linux é que ele não suporta peças de hardware que elas possuem. E a resposta mais comum entre os veteranos é “a culpa não é do Linux, mas sim do fabricantes que não liberam as especificações”. Entretanto, ao ler o artigo Myths, Lies, and Truths about the Linux kernel, escrito por Greg Kroah-Hartman (um dos mantenedores do kernel do Linux), percebi que não é bem assim. Claro, os fabricantes realmente não liberam as especificações – o que é um direito deles. Mas não é esse o ponto, e sim o motivo de eles mesmo não fazerem os drivers para o Linux; obviamente, desconsiderando questões de custos e retorno, pois é lugar-comum. O texto do Greg Kroah-Hartman tem como objetivo defender o Linux, porém o que ele disse também pode ser usado de outra forma, dependendo do contexto e de que partes dele são destacadas – que é justamente o que eu vou fazer agora. Quem quiser ler o original completo, basta visitar o site.

Pois bem: ao ler o artigo, eu pude concluir que os desenvolvedores de drivers de código proprietário e fechado não têm incentivo algum para desenvolvê-los para Linux. Enfrentam algo mais ou menos do tipo “ou abre esse módulo, ou nós não queremos”. Isso em grande parte por causa da GPL, mas mesmo assim. Os mantenedores do kernel dizem que deixar o módulo fechado não é ético, é errado, pois ao fazer isso os desenvolvedores estão implicitamente declarando que são “superiores” ao pessoal do Linux, estão afirmando que o código deles é mais importante que o de todo o kernel.

O artigo também fala que módulos fechados, além de ilegais (por violarem a GPL), não são aceitos no kernel devido ao seu design – que evolui e muda constantemente, o que normalmente faz com que os módulos, com o passar do tempo, tornem-se incompatíveis; daí a necessidade de serem abertos e livres, para que o próprio pessoal do Linux possa atualizá-los. Também tem a questão de combinar partes de módulos que fazem a mesma coisa, para diminuir a redundância de código.

Difícil fazer alguém que vive de código fechado aceitar essas regras, inerentes à filosofia do Linux e da GPL. Se o desenvolvedor do driver prefere que seu código seja fechado (direito dele, tem seus motivos), então ter que abri-lo para ser aceito no kernel do Linux (direito de quem mantêm o kernel) acaba sendo realmente um desincentivo. Não que esse desincentivo seja o maior motivo para a indisponibilidade de drivers oficiais por parte dos fabricantes de hardware, mas tem a sua parcela.

Linux não é Windows Agosto 9, 2006

Posted by Analista in Linux, Windows.
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Para quem ainda não o fez, sugiro a leitura do artigo deste link (em inglês): Linux is NOT Windows.

No final, além de vários esclarecimentos, dá para se ter uma idéia de por quê um usuário típico, acostumado com o Windows, não deve simplesmente passar a usar o GNU/Linux, esperando um sistema melhor do que o que usa. É um ótimo texto também para aquele usuário de Windows que quer experimentar o Linux – mostra o que ele não deve esperar do sistema operacional, e a nova postura que deve ter frente a ele. E para os usuários do Linux, para ver por que não adianta apenas dizer que “Linux é melhor que Windows, e todo mundo deve usar”, pois nem sempre isso é válido.

Obs.: O texto não é “anti-Linux”, pelo contrário. É mais algo que demonstra as filosofias básicas opostas que guiam esses dois sistemas operacionais, e ciente de que pessoas diferentes têm necessidades diferentes.