4 por cento que conhecem RSS Agosto 14, 2006
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Complementando meu artigo anterior sobre Feeds RSS, algo interessante que encontrei no site Meio Bit: lá, o redator dá os parabéns para quem conhece o RSS, pois fazem parte dos 4% da população da Internet que conhecem a ferramenta. E diz também que estes são os “mais atuantes, antenados e formadores de opinião”. Massagem no ego…
Linux contra os desenvolvedores de drivers fechados Agosto 9, 2006
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Uma das reclamações mais comuns entre pessoas que começam a usar o Linux é que ele não suporta peças de hardware que elas possuem. E a resposta mais comum entre os veteranos é “a culpa não é do Linux, mas sim do fabricantes que não liberam as especificações”. Entretanto, ao ler o artigo Myths, Lies, and Truths about the Linux kernel, escrito por Greg Kroah-Hartman (um dos mantenedores do kernel do Linux), percebi que não é bem assim. Claro, os fabricantes realmente não liberam as especificações – o que é um direito deles. Mas não é esse o ponto, e sim o motivo de eles mesmo não fazerem os drivers para o Linux; obviamente, desconsiderando questões de custos e retorno, pois é lugar-comum. O texto do Greg Kroah-Hartman tem como objetivo defender o Linux, porém o que ele disse também pode ser usado de outra forma, dependendo do contexto e de que partes dele são destacadas – que é justamente o que eu vou fazer agora. Quem quiser ler o original completo, basta visitar o site.
Pois bem: ao ler o artigo, eu pude concluir que os desenvolvedores de drivers de código proprietário e fechado não têm incentivo algum para desenvolvê-los para Linux. Enfrentam algo mais ou menos do tipo “ou abre esse módulo, ou nós não queremos”. Isso em grande parte por causa da GPL, mas mesmo assim. Os mantenedores do kernel dizem que deixar o módulo fechado não é ético, é errado, pois ao fazer isso os desenvolvedores estão implicitamente declarando que são “superiores” ao pessoal do Linux, estão afirmando que o código deles é mais importante que o de todo o kernel.
O artigo também fala que módulos fechados, além de ilegais (por violarem a GPL), não são aceitos no kernel devido ao seu design – que evolui e muda constantemente, o que normalmente faz com que os módulos, com o passar do tempo, tornem-se incompatíveis; daí a necessidade de serem abertos e livres, para que o próprio pessoal do Linux possa atualizá-los. Também tem a questão de combinar partes de módulos que fazem a mesma coisa, para diminuir a redundância de código.
Difícil fazer alguém que vive de código fechado aceitar essas regras, inerentes à filosofia do Linux e da GPL. Se o desenvolvedor do driver prefere que seu código seja fechado (direito dele, tem seus motivos), então ter que abri-lo para ser aceito no kernel do Linux (direito de quem mantêm o kernel) acaba sendo realmente um desincentivo. Não que esse desincentivo seja o maior motivo para a indisponibilidade de drivers oficiais por parte dos fabricantes de hardware, mas tem a sua parcela.
Linux não é Windows Agosto 9, 2006
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Para quem ainda não o fez, sugiro a leitura do artigo deste link (em inglês): Linux is NOT Windows.
No final, além de vários esclarecimentos, dá para se ter uma idéia de por quê um usuário típico, acostumado com o Windows, não deve simplesmente passar a usar o GNU/Linux, esperando um sistema melhor do que o que usa. É um ótimo texto também para aquele usuário de Windows que quer experimentar o Linux – mostra o que ele não deve esperar do sistema operacional, e a nova postura que deve ter frente a ele. E para os usuários do Linux, para ver por que não adianta apenas dizer que “Linux é melhor que Windows, e todo mundo deve usar”, pois nem sempre isso é válido.
Obs.: O texto não é “anti-Linux”, pelo contrário. É mais algo que demonstra as filosofias básicas opostas que guiam esses dois sistemas operacionais, e ciente de que pessoas diferentes têm necessidades diferentes.
A pirataria de software pode ser benéfica? Agosto 9, 2006
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Depende. Claro que só a pirataria facilitada, sem incentivos à compra ou sem a existência de usuários dispostos a pagar pelo software, é completamente nociva. Mas é possível usá-la favoravelmente. Por exemplo, para uma empresa desenvolvedora de software, o que vale mais: ter usuários que usam seus programas ilegalmente, ou que usam os do concorrente, que muitas vezes chegam até a ser gratuitos? Em ambos os casos, não ganham nada diretamente. Pelo menos, com a primeira têm a lei ao seu lado, podem aumentar sua base de usuários e conseguir divulgação gratuita. A tática da Microsoft e da Adobe… Se forem programas bons, que façam o que o usuário quer, já serão consideradas alternativas para uma compra em ambientes fiscalizados de perto (ex.: empresas), e também por usuários que não queiram mais ficar fora da lei, por qualquer motivo. É mais fácil cobrar de quem já usa seu software e precisa pagar para não ter problemas muito maiores, do que convencê-los a usá-lo (e pagar por ele), quando já estão acostumados aos outros.
Feeds RSS Agosto 6, 2006
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Uma tecnologia da Internet bastante interessante é o RSS, também chamado de feeds de notícias, ou de diversos outros nomes dependendo do contexto – tais como os Live Bookmarks do Firefox e Web Clips do Gmail. A maneira como são disponibilizados pode variar, mas a tecnologia é a mesma.
A maior vantagem do RSS não é tanto a característica de se poder receber novidades diversas fora do site, em um programa específico – algo que muitos reclamam: “ah, mas eu não quero só ver isso, quero ver o que mais tem no site” e coisas do tipo -, mas sim por saber quando há algo novo lá. “Ué, não é a mesma coisa?”, alguns podem perguntar. Não exatamente. É algo para visitar o site quando tem novidades (uma espécie de “chamada”), para não ficar entrando sem parar, todos os dias, até ver algo diferente ou interessante – o que pode cansar, e levar à desistência e abandono do site. Então, o RSS serve até mesmo para manter um maior interesse e proximidade com os sites. É bom também porque assim se tem controle de tudo o que foi lido ou não, muito bom para sites de notícias.
Existem formas diferentes de se visualizar o conteúdo do RSS. Muitos navegadores já têm mecanismos próprios para tal, como o Firefox e o Opera. Até o IE 7, segundo informações, terá algo do tipo. Existem também os leitores de RSS específicos para a função, tais como estes para Windows:
- RSS Bandit;
- GreatNews RSS Reader;
- SharpReader;
- Abilion.
Existem muitos outros, não vale a pena citar um por um – mesmo porque muitos ainda ficariam de fora. Sim, existem programas para ler RSS em praticamente qualquer sistema operacional moderno. Também existem opções na web, como o popular Bloglines. Uma boa dica para ver diversas opções é o site do RSS Compendium.
Pessoalmente, o que mais me agradou foi o Mozilla Thunderbird. Principalmente devido à grande organização, filtros, interface atraente, navegação por teclas e a capacidade de abrir a página do site na própria parte da mensagem. Não que vários outros não tenham, mas esse foi o que mais me surpreendeu dentre os que experimentei. E claro, também porque ele é o meu cliente de e-mail; logo, fica tudo bem acessível.
A seguir, alguns feeds RSS que considero interessantes, sobre assuntos diversos.
Em inglês:
Steve Pavlina’s Personal Development Blog
Lifehacker
digg
Slashdot
Jakob Nielsen’s Column on Web Usability
Em português:
Usabilidoido
Consultor Jurídico
Folha Online – Informática
Finalizando, um excelente lugar para se procurar feeds RSS – RSSTop55. Esse é, na verdade, um site com muitos links de buscadores e diretórios de feeds, todos com descrição e ranking.
Folksonomia Agosto 6, 2006
Posted by Analista in Web 2.0.add a comment
“Folksonomia” é um exemplo de neologismo bem recente, alavancado pela Internet. Uma das grandes estrelas da Web 2.0. Trata-se de uma maneira de categorizar informações, com uso da linguagem do usuário e palavras-chave escolhidas por ele (também chamadas de tags), para que sejam facilmente compartilhadas entre os interessados. Sua principal característica é a existência de todo um aspecto colaborativo, de troca e compartilhamento de informações entre as pessoas. Exemplos: digg e YouTube.
O folk da palavra refere-se a pessoas, em inglês, língua da palavra original folksonomy.